Abelha Rainha

Rainhas

Os apicultores sabem da importância de uma boa e jovem rainha em cada uma de suas colmeias. Uma boa colmeia pode chegar a ter uma população por volta das cem mil abelhas (abelhas africanizadas). Com uma rainha apenas, esta população é mantida num período de boas floradas.

Uma jovem rainha pode botar de 2 a 3 mil ovos por dia eqüivalendo a mais que duas vezes o seu peso. Nas condições climáticas e de floradas no Brasil, uma rainha tem uma vida produtiva (boa velocidade de postura) em torno de 1 a 1,5 anos. A partir daí, tirando as exceções, ela passa a botar mais lentamente e, consequentemente a população da colmeia decresce e sua produtividade fica comprometida. Daí a importância de se substituir a rainha de uma colônia de abelhas a cada um ou dois anos.

O alimento da rainha é a geleia real, o que lhe confere, além das características morfológicas diferentes das operárias, uma longevidade muito superior – até 5 anos contra 35 dias em média das operárias.

Apicultores que se dedicam mais na lida com abelhas rainhas costumam marcá-las com tinta especial a fim de controlar suas idades. São utilizadas 5 cores uma para cada ano conforme citado acima. Estas cores e respectivos anos foram padronizadas internacionalmente, para facilitar intercâmbios de rainhas entre os apicultores de todo o mundo. Desta forma sabemos, além da idade da rainha, se ela não morreu e/ou foi substituída pelas operárias de sua colônia.

Existe literatura específica para a criação de rainhas. Sugerimos uma tradução do Inglês: “Criação Contemporânea de Rainhas”,  feita pelo apicultor gaúcho Carlos A. Osowski .