Mel no Brasil: produção x consumo

Benefícios do Mel


O consumo do mel no Brasil como medicamento ainda é uma realidade e pode demorar algum tempo até a modificação de hábito dos consumidores para o consumo do produto como alimento

Em 2011, a produção de mel de abelha foi de 41.578 toneladas, sendo 9,4% maior do que  aquela registrada no ano anterior. Das cinco regiões brasileiras onde se concentram a produção de mel,  o destaque fica para a região Nordeste (16.911 toneladas), seguida pelo Sul (16.155 t.), Sudeste  (6.150 t.), Centro-Oeste (1.416 t.) e Norte (946 t.).

Dados da Organização de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAOSTAT, sigla em inglês) (FAO, s/d) apontam para o consumo de mel per capita, em 2008, de 100g. Esse valor, multiplicado pelo número total de habitantes do País indica um consumo interno de mel de 19.073.269,4 kg. Ou seja, constata-se que provavelmente 22.505 toneladas foram exportadas em 2011.

Interessante avaliar que até o ano de 2000, o consumo aparente de mel no Brasil era maior do que a produção, exigindo a importação do produto, em especial do Uruguai e Argentina. Nesse mesmo ano, em novembro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) divulgou a resolução número 5, do DIPOA, estabelecendo padrões de identidade e qualidade de leites fermentados e os limites de quantidade para aditivos, o que trouxe aumento significativo no uso de substâncias químicas que imitam o sabor, a cor e o aroma do mel natural e que resultaram na diminuição significativa do uso de mel natural pelas indústrias de alimentos.

Atualmente, o consumo interno de mel é pequeno, se comparado aos volumes de produção que vêm aumentando ano a ano. Para estimular uma alta nesse consumo, em 2011, o MAPA promoveu uma reunião de entidades representativas do setor, denominada Agenda Estratégica – mel e produtos das abelhas.

Dentro das ações propostas, até o ano de 2015, há um planejamento para ampliar o consumo de mel no Brasil. Entre os itens, um deles trata das compras governamentais, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que tem viabilizado a compra de mel para a merenda escolar.

No Brasil, o consumo do mel ainda é muito utilizado como medicamento e pouco como alimento, portanto, a propagação em meios de comunicação sobre as propriedades alimentícias do mel deverão ser amplamente demonstradas.

 Fonte: sis.sebrae-sc.com.br


1 Comentário

  • Francisco Pereira da silva 16 de setembro de 2013

    Acho que chegou a vez de uma campanha mais ampla. Fico triste quado uma pessoa diz que usa mel quando está gripado ou com tosse! Também fico triste quando um apicultor iniciante com 20 colmeias diz que vai produzir e exportar, acha qua o dolar e melhor, ” besteira “. O brasil precisa investir, incentivar, e dá apoio logistico aos apicultores a começar pela assistencia tecnica. Quanto a seca no nordeste, calcula se que uma colmeia necessita de 400ml de água por dia, em um apiario com 50 colonias de abelha fica facil calcular o consumo- uma sisterna resolve este prooblema. Quanto a florada,planta se girassol, pois depende de pouca água ou algaroba.

    Responder

Deixe uma resposta para Francisco Pereira da silva Cancelar resposta

Seu endereço de email não será publicado.